terça-feira, outubro 19, 2010

PAPA FALA AO SEMINARISTAS: O SENTIDO DE SER SACERDOTE

O sacerdócio não é “algo do passado”
 PAPA BENTO XVI

Queridos Seminaristas,
Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta «nova Alemanha» estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objecções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados». Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir.
O Seminário é uma comunidade que caminha para o serviço sacerdotal. Nestas palavras, disse já algo de muito importante: uma pessoa não se torna sacerdote, sozinha. É necessária a «comunidade dos discípulos», o conjunto daqueles que querem servir a Igreja de todos. Com esta carta, quero evidenciar – olhando retrospectivamente também para o meu tempo de Seminário – alguns elementos importantes para o vosso caminho a fazer nestes anos.
1. Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um «homem de Deus», como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang». Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo. O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contacto com Deus. Quando o Senhor fala de «orar sempre», naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contacto interior com Deus. Exercitar-se neste contacto é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida. Assim tornamo-nos sensíveis aos nossos erros e aprendemos a trabalhar para nos melhorarmos; mas tornamo-nos sensíveis também a tudo o que de belo e bom recebemos habitualmente cada dia, e assim cresce a gratidão. E, com a gratidão, cresce a alegria pelo facto de que Deus está perto de nós e podemos servi-Lo.
2. Para nós, Deus não é só uma palavra. Nos sacramentos, dá-Se pessoalmente a nós, através de elementos corporais. O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas. Para além do mais, São Cipriano interpretou a súplica do Evangelho «o pão nosso de cada dia nos dai hoje», dizendo que o pão «nosso», que, como cristãos, podemos receber na Igreja, é precisamente Jesus eucarístico. Por conseguinte, na referida súplica do Pai Nosso, pedimos que Ele nos conceda cada dia este pão «nosso»; que o mesmo seja sempre o alimento da nossa vida, que Cristo ressuscitado, que Se nos dá na Eucaristia, plasme verdadeiramente toda a nossa vida com o esplendor do seu amor divino. Para uma recta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando.
3. Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. Uma vez o Cura d’Ars disse: Pensais que não tem sentido obter a absolvição hoje, sabendo entretanto que amanhã fareis de novo os mesmos pecados. Mas – assim disse ele – o próprio Deus neste momento esquece os vossos pecados de amanhã, para vos dar a sua graça hoje. Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o facto de sermos feitos assim. Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.
4. Mantende em vós também a sensibilidade pela piedade popular, que, apesar de diversa em todas as culturas, é sempre também muito semelhante, porque, no fim de contas, o coração do homem é o mesmo. É certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado. Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande património da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos «Povo de Deus».
5. O tempo no Seminário é também e sobretudo tempo de estudo. A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma. Paulo fala de uma «norma da doutrina», à qual fomos entregues no Baptismo (Rm 6, 17). Todos vós conheceis a frase de São Pedro, considerada pelos teólogos medievais como a justificação para uma teologia elaborada racional e cientificamente: «Sempre prontos a responder (…) a todo aquele que vos perguntar “a razão” (logos) da vossa esperança» (1 Ped3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos de Seminário. Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis. É certo que muitas vezes as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral. Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos. Por isso, é importante ultrapassar as questões volúveis do momento para se compreender as questões verdadeiras e próprias e, deste modo, perceber também as respostas como verdadeiras respostas. É importante conhecer a fundo e integralmente a Sagrada Escritura, na sua unidade de Antigo e Novo Testamento: a formação dos textos, a sua peculiaridade literária, a gradual composição dos mesmos até se formar o cânon dos livros sagrados, a unidade dinâmica interior que não se nota à superfície, mas é a única que dá a todos e cada um dos textos o seu pleno significado. É importante conhecer os Padres e os grandes Concílios, onde a Igreja assimilou, reflectindo e acreditando, as afirmações essenciais da Escritura. E poderia continuar assim: aquilo que designamos por dogmática é a compreensão dos diversos conteúdos da fé na sua unidade, mais ainda, na sua derradeira simplicidade, pois cada um dos detalhes, no fim de contas, é apenas explanação da fé no único Deus, que Se manifestou e continua a manifestar-Se a nós. Que é importante conhecer as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social católica, não será preciso que vo-lo diga expressamente. Quão importante seja hoje a teologia ecuménica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta. Mas aprendei também a compreender e – ouso dizer – a amar o direito canónico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor. Agora não quero continuar o elenco, mas dizer-vos apenas e uma vez mais: Amai o estudo da teologia e segui-o com diligente sensibilidade para ancorardes a teologia à comunidade viva da Igreja, a qual, com a sua autoridade, não é um pólo oposto à ciência teológica, mas o seu pressuposto. Sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior.
6. Os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana. Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro». Por isso, a tradição cristã sempre associou às «virtudes teologais» as «virtudes cardeais», derivadas da experiência humana e da filosofia, e também em geral a sã tradição ética da humanidade. Di-lo, de maneira muito clara, Paulo aos Filipenses: «Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento» (4, 8). Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva. Vemos isto, hoje, em muitos exemplos da nossa sociedade. Recentemente, tivemos de constatar com grande mágoa que sacerdotes desfiguraram o seu ministério, abusando sexualmente de crianças e adolescentes. Em vez de levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo, com os seus abusos provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto. Por causa de tudo isto, pode ter-se levantado em muitos, e talvez mesmo em vós próprios, esta questão: se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana. Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura. Entretanto o sucedido deve tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim. É função dos padres confessores e dos vossos superiores acompanhar-vos e ajudar-vos neste percurso de discernimento. É um elemento essencial do vosso caminho praticar as virtudes humanas fundamentais, mantendo o olhar fixo em Deus que Se manifestou em Cristo, e deixar-se incessantemente purificar por Ele.
7. Hoje os princípios da vocação sacerdotal são mais variados e distintos do que nos anos passados. Muitas vezes a decisão para o sacerdócio desponta nas experiências de uma profissão secular já assumida. Frequentemente cresce nas comunidades, especialmente nos movimentos, que favorecem um encontro comunitário com Cristo e a sua Igreja, uma experiência espiritual e a alegria no serviço da fé. A decisão amadurece também em encontros muito pessoais com a grandeza e a miséria do ser humano. Deste modo os candidatos ao sacerdócio vivem muitas vezes em continentes espirituais completamente diversos; poderá ser difícil reconhecer os elementos comuns do futuro mandato e do seu itinerário espiritual. Por isso mesmo, o Seminário é importante como comunidade em caminho que está acima das várias formas de espiritualidade. Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade. O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário.
Queridos seminaristas! Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração. Rezai também por mim, para que possa desempenhar bem o meu serviço, enquanto o Senhor quiser. Confio o vosso caminho de preparação para o sacerdócio à protecção materna de Maria Santíssima, cuja casa foi escola de bem e de graça. A todos vos abençoe Deus omnipotente Pai, Filho e Espírito Santo.
Vaticano, 18 de Outubro – Festa de São Lucas, Evangelista – do ano 2010.


A VIRGEM MARIA NO PROJETO DE SALVAÇÃO


Pe. AÉLIO SOUSA NASCIMENTO - Reitor do Seminário Maior  Nossa Senhora da Conceição

Deus, segundo a Revelação Cristã, é o autor de todas as coisas que existem. Revela-nos, a Sagrada Escritura que Deus criou o céu e a terra. (Gn 1, 1ss); seguido das coisas criadas, Deus fez o homem: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”(Gn 1, 26). Deus colocou o homem e a mulher no jardim (Gn 2, 8). Aqui, é visível a relação de intimidade entre o criador e as criaturas. As criaturas humanas se encontravam num estado de extrema felicidade, pois realizavam o projeto para o qual foram criadas: conhecer, amar e servir a Deus.
Com a entrada do pecado no mundo, o projeto salvífico de Deus foi colocado em moto. Deus disse: “porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferireis o calcanhar (Gn 3, 15). Os estudiosos identificaram, nesse texto, a presença de um proto-evangelho, isto é, um anúncio eminente do desejo savífico de Deus. O Deus que se revela criador não quer, em sua liberdade, deixar que suas criaturas conheçam a corrupção eterna. Deus pensa em salvar o seu povo enviando o Messias. O Messias será nascido de mulher. Isaias expressou de modo maravilhoso a promessa. Deus vos dará uma indicação… Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus Conosco’ (Is 7, 14)”.
A virgem prometida é Maria. “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lc 1, 26-27). A missão de Maria é ser canal de Deus para toda a humanidade. Ela, como criatura de Deus, foi escolhida muito antes do seu nascimento para ser a mãe de Deus. Nela, o Deus invisível se fará visível na pessoa de Jesus de Nazaré, que será formado no ceio da Virgem Maria. Daí a dignidade de Maria e o papel fundamental que ela exerce no plano de Salvação. Foi Deus, em sua livre e espontânea vontade quem escolheu Maria para ser receptáculo para o seu filho Jesus. Ela recebe, em suas entranhas, a graça de Deus, o próprio Deus; Jesus de Nazaré será homem gerado no seio de uma mulher. A nova Eva. Chamá-la assim é expressar de forma clara a nova criação. Tudo será re-criado com a encarnação do Filho.
É interessante notar que a virgem escolhida por Deus foi preparada pelo próprio Deus quando a cumulou de sua graça. Maria, na saudação do anjo, é chamada cheia de graça. Entrando, o anjo lhe disse: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc1, 28). O relato é preciso: Maria é a mulher cheia de graça. Como pode ser? Que graça é esta? Podemos dizer que a graça recebia por ela é o olhar especial de Deus para ela. Deus vê em Maria a criatura capaz, por causa da graça que nela vai ser gerada, de acolher livremente a própria graça. Ela se torna, então, uma criatura especialíssima pensada por Deus em vista da Salvação.
Tudo em Maria é dom de Deus. Ela sabe que não pode por si mesma realizar nada. É dom de Deus que se dá aos homens nela e por meio dela (cf. Lc 1, 29). A respeita disso, o Catecismo da Igreja Católica diz que para ser mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com os dons dignos para tamanha função”. No momento da anunciação, Ela foi dita, como estamos vendo, cheia de graça. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus (Cf. CIC 490).
Hoje, nós cristãos, precisamos confiar na intercessão de Maria. Ela pede ao filho por nós como fez em Caná da Galiléia (cf. Jo 2, 1ss). Maria reconhece que o único foco de atenção deve ser seu filho Jesus. Fazei o que Ele vos disser. Essa deve ser a nossa atitude como cristãos, fazer a vontade de Deus em nossa vida. Podemos realizar o Reino de Deus como nos foi ensinado: amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmo. Maria realizou tudo isso em sua vida e foi declarada cheia de graça, assim também nós se formos fiéis a Deus seremos cheios de graça.
Deus, segundo a Revelação Cristã, é o autor de todas as coisas que existem. Revela-nos, a Sagrada Escritura que Deus criou o céu e a terra. (Gn 1, 1ss); seguido das coisas criadas, Deus fez o homem: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”(Gn 1, 26). Deus colocou o homem e a mulher no jardim (Gn 2, 8). Aqui, é visível a relação de intimidade entre o criador e as criaturas. As criaturas humanas se encontravam num estado de extrema felicidade, pois realizavam o projeto para o qual foram criadas: conhecer, amar e servir a Deus.
Com a entrada do pecado no mundo, o projeto salvífico de Deus foi colocado em moto. Deus disse: “porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferireis o calcanhar (Gn 3, 15). Os estudiosos identificaram, nesse texto, a presença de um proto-evangelho, isto é, um anúncio eminente do desejo savífico de Deus. O Deus que se revela criador não quer, em sua liberdade, deixar que suas criaturas conheçam a corrupção eterna. Deus pensa em salvar o seu povo enviando o Messias. O Messias será nascido de mulher. Isaias expressou de modo maravilhoso a promessa. Deus vos dará uma indicação… Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus Conosco’ (Is 7, 14)”.
A virgem prometida é Maria. “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lc 1, 26-27). A missão de Maria é ser canal de Deus para toda a humanidade. Ela, como criatura de Deus, foi escolhida muito antes do seu nascimento para ser a mãe de Deus. Nela, o Deus invisível se fará visível na pessoa de Jesus de Nazaré, que será formado no ceio da Virgem Maria. Daí a dignidade de Maria e o papel fundamental que ela exerce no plano de Salvação. Foi Deus, em sua livre e espontânea vontade quem escolheu Maria para ser receptáculo para o seu filho Jesus. Ela recebe, em suas entranhas, a graça de Deus, o próprio Deus; Jesus de Nazaré será homem gerado no seio de uma mulher. A nova Eva. Chamá-la assim é expressar de forma clara a nova criação. Tudo será re-criado com a encarnação do Filho.
É interessante notar que a virgem escolhida por Deus foi preparada pelo próprio Deus quando a cumulou de sua graça. Maria, na saudação do anjo, é chamada cheia de graça. Entrando, o anjo lhe disse: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc1, 28). O relato é preciso: Maria é a mulher cheia de graça. Como pode ser? Que graça é esta? Podemos dizer que a graça recebia por ela é o olhar especial de Deus para ela. Deus vê em Maria a criatura capaz, por causa da graça que nela vai ser gerada, de acolher livremente a própria graça. Ela se torna, então, uma criatura especialíssima pensada por Deus em vista da Salvação.
Tudo em Maria é dom de Deus. Ela sabe que não pode por si mesma realizar nada. É dom de Deus que se dá aos homens nela e por meio dela (cf. Lc 1, 29). A respeita disso, o Catecismo da Igreja Católica diz que para ser mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com os dons dignos para tamanha função”. No momento da anunciação, Ela foi dita, como estamos vendo, cheia de graça. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus (Cf. CIC 490).
Hoje, nós cristãos, precisamos confiar na intercessão de Maria. Ela pede ao filho por nós como fez em Caná da Galiléia (cf. Jo 2, 1ss). Maria reconhece que o único foco de atenção deve ser seu filho Jesus. Fazei o que Ele vos disser. Essa deve ser a nossa atitude como cristãos, fazer a vontade de Deus em nossa vida. Podemos realizar o Reino de Deus como nos foi ensinado: amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmo. Maria realizou tudo isso em sua vida e foi declarada cheia de graça, assim também nós se formos fiéis a Deus seremos cheios de graça.
 

segunda-feira, outubro 18, 2010

FIDELIDADE ONDE ESTAIS?

Pe. Anderson Pina
Vice-reitor do Seminário Maior

Vivemos em tempos de incertezas, em tempos do descartável, do efêmero, do conhecido uso fruto. O utilitarismo vigente que entrou em nosso cotidiano afeta de maneira invasiva nossos compromissos de fidelidade, nossos compromissos definitivos, nossa lealdade à palavra dada.
Pensemos nas promessas do matrimônio, nas promessas dos consagrados pelo Reino de Deus. Em toda parte houve-se dizer: o matrimônio esta em crise; o celibato já era; os religiosos já não fazem votos perpétuos. Aonde esta a aliança de um compromisso assumido por toda uma vida?         
         Para muitos a ruptura com os compromissos não constitui abandono ou traição condenável; surge, ao invés, como gesto de valentia e coragem de romper com todo anterior, que agora se vive como carga pesada e imposta, como se não fosse fruto de uma liberdade com responsabilidade. A única coisa importante é a fidelidade ao momento presente, qualquer compromisso para o futuro escraviza e aliena.
Em relação a nós sacerdotes é fato, bastante atual, que a dificuldade de fidelidade aos compromissos feitos na ordenação também é fruto de uma sociedade consumista-utilitarista: já que a vida é breve vamos usufruí-la a todo custo. Façamos uma experiência de ser padre, se der certo tudo bem...
Pensemos nos problemas humano-afetivos, a grande preocupação da formação sacerdotal hoje, tais problemas devem ser encarados de forma clara, humana e verdadeira por parte daqueles que são os principais responsáveis pelo processo formativo: os Bispos e os padres formadores.      
Muitas vezes buscamos mascarar tais problemas em nome de uma tolerância e benevolência que ofusca a verdade e compromete a verdadeira caridade, o Senhor disse:  “ conhecereis a Verdade e a Verdade  vos libertaras”(Jo 8,32) , os problemas estão ai, na nossa frente e é preciso enfrentá-los, como disse acima, com sensibilidade humana, mas, com clareza de verdade.  
A fidelidade é como uma tarefa especifica que exige um desejo apaixonado e continuado para com a Pessoa com a que  fizemos uma aliança, Com Aquele ( o Cristo)  pelo qual vale apena existir e arriscar a própria vida “ quem perder a sua vida por causa de mim a receberá”(Mt 10,39)
Para nos sacerdotes tal fidelidade não pode ser fruto somente de uma entrega abstrata a Deus, é preciso ser sustentada por fatos concretos: fidelidade na oração; amor a eucaristia, e aqui não basta meia hora, uma hora, até mesmo duas ou três horas de celebração eucarística, é necessário uma “vida eucaristizada” que significa reconhecer a fraqueza e erguer as mãos: “Senhor salva-me”(Mt 14,30); fraternidade sacerdotal (amizade verdadeira); e apostolado alegre e fecundo.
Não somos fieis pela repetição monótona dos atos (pensemos nos atos litúrgicos), mas pela adequação do ato à vida, ‘’mostra-me tua fé sem obras, que eu te mostro pelas obras a minha fe”(Tg 2,18)     
Há quem até mesmo  mantém a fidelidade por orgulho, para exaltar-se com o dever cumprido, a estes o senhor tem uma palavra: “Quem se humilha será exaltado, quem se exalta será humilhado”(Mt 23,12).  Estes não sente vergonha de ter rompido com o Amor, de ter destruído uma amizade, mas estão preocupados com a honra ferida.
É verdade a fidelidade não é fácil, lembremos de Jó; do servo sofredor, de  Pedro “ quando fores grande iras para onde não queres ir”( Jo 21, 18); de Paulo “não faço o bem que quero mas o mal que não quero”(Rm 7,15) etc. Mas não podemos esquecer que desde a Igreja primitiva ao cristão foi atribuído o adjetivo fiel.
Certamente é verdade que todos nós, repito todos, estamos suscetíveis a duvidas e a vacilações diante das promessas feitas; como também é verdade que não fizemos promessas numa mesa de bar, mas no Altar do Senhor.  

sexta-feira, outubro 15, 2010

GLÓRIA DEI VIVENS HOMO!

No longínquo século II, um dos mais ilustres dentre os bispos e teólogos da Igreja, Santo Irineu de Lião, afirmava: “Nunca poderíamos obter a incorrupção e a imortalidade a não ser unindo-nos à incorrupção e à imortalidade. Mas como poderíamos realizar esta união sem que antes a incorrupção e a imortalidade se tornassem aquilo que somos, a fim de que o corruptível fosse absorvido pela incorrupção e o mortal pela imortalidade e, deste modo, pudéssemos receber a adoção de filhos? (Contra as Heresias, III,19,1). Aqui, o santo Bispo quer dizer, entre outras coisas, que o homem sozinho não se salva, não chega a ser aquilo que sonha ser, não chega à plenitude, não se realiza. Aquilo que hoje chamamos de realização da existência, de vida plena, de sentido da vida e de salvação, Irineu chama de “incorrupção e imortalidade”: vida plena neste mundo e na glória eterna! Pois bem, o homem sozinho, não chega a isso. Foi preciso que Deus lhe estendesse a mão, que o Filho de Deus se tornasse filho do homem, que o Verbo se fizesse carne, um de nós, um como nós, um vivendo a nossa aventura humana: “Tendo falhado o homem, Deus foi magnânimo, pois previa a vitória que pelo Verbo lhe seria restituída. Porque a força se perfaz na fraqueza, revelou-se então a benignidade de Deus e seu esplêndido poder” (Ibidem, III,20,1).

Não deixa de ser surpreendente que, passados dois mil anos de cristianismo, a nossa cultura ocidental, engendrada pela fé cristã e por ela marcada, revele-se tão bêbada de prepotência e tão cega, na ilusão de construir uma civilização sem Deus, como se o homem se bastasse, fosse seu próprio fim, seu critério último ou, no dizer dos sofistas gregos, “a medida de todas as coisas”. Não! O homem não é a medida de todas as coisas, o critério último do bem e do mal, do certo e do errado! Ao menos esse homem, fechado em si, incapaz de reconhecer que ele vem de um Outro, a esse Outro está sempre referido e deste Outro dependerá sempre!

Por que esta reflexão, no presente artigo? Por toda essa discussão que aí está sobre o aborto. Recordo que o Santo Padre João Paulo II advertia, de modo belíssimo: “Reconhecer a vida! Reconhecer significa, antes de tudo redescobrir com renovada admiração aquilo que a própria razão e a ciência não temem chamar de ‘mistério’. A vida, especialmente a vida humana, suscita a pergunta fundamental, que o Salmista exprime de modo insuperável: ‘Que é o homem para que te recordes dele, o filho do homem, para que dele cuides?’ (Sl 8,5). Ninguém é dono da vida, ninguém tem o direito de manipular, oprimir ou até mesmo tirar a vida, sua ou dos outros”.

Nosso tempo tem a seríssima tendência de desrespeitar a vida, no seu início (manipulações imorais, aborto, pílulas do dia seguinte), no seu desenvolver-se (pela fome, pela prostituição e libertinagem sexual, pelos entorpecentes, pelo fumo e o álcool, pela violência) e no seu fim (desprezo pelos anciãos, eutanásia). Tudo isso revela, por um lado, um vazio de Deus, de sentido do Absoluto que dá a razão última e o valor supremo de nossa existência e, por outro lado, revela também uma auto-suficiência humana, que pensa bastar-se a si mesma! As palavras do Papa, neste sentido, são proféticas: “Ninguém é dono da vida!” Esta é o dom primordial, o maior de todos: dom, presente imerecido e inesperado, surpresa absoluta vinda de Deus... aquilo que na linguagem teológica chamamos de “graça”! Isso mesmo: a vida é graça, como graça deve ser acolhida e como graça deve ser vivida!

Dramático na nossa cultura ocidental é que o homem nega Deus para afirmar-se, como um adolescente que somente se sente autônomo negando a autoridade dos pais. O triste é que negando Deus, negando sua autoridade sobre nós, não nos tornamos mais livres nem dignificamos mais a existência humana, mas, ao contrário, sem Deus valemos menos, sem Deus a vida humana, em última análise, está entregue ao próprio capricho humano. Basta que olhemos ao nosso redor: quão pouco vale o homem. Para o sistema globalizado ele somente vale pelo que tem, pelo que produz e pelo que consome! Ao invés, quando Deus é retamente compreendido, torna-se a maior garantia da preciosidade da vida humana – do primeiro ao último momento de sua existência! Era isso também que Santo Irineu queria exprimir ao dizer: Gloria Dei vivens homo (A glória de Deus é o homem vivo). Deus é o Amigo dos homens, e somente na alegria e na plenitude humana a sua glória manifesta-se realmente! O homem morto, humilhado, coisificado pela direita ou pela esquerda ideológica, pisoteado na sua dignidade, não glorifica a Deus, de quem é imagem. Mas, Irineu também completava: Vita hominis visio Dei (A vida do homem é a visão de Deus). Somente na visão (= na comunhão, na intimidade) de Deus o homem encontra sua verdadeira vida, porque descobre o âmago da sua dignidade e o fundamento do sentido de sua existência. Sem a visão de Deus em sua vida, sem ter a Deus como seu horizonte, o homem se perde, o homem “morre” e, morto, também não revela a glória de Deus. Eis a nossa civilização, que autoriza aborto, como se fôssemos senhores da vida e da morte, que manipula células-tronco de embriões humanos, que brinca de clonar e de facundar in vitro, desejando plagiar o próprio Deus, zombando do próprio Autor e Senhor da vida.

Nestas eleições o tema do aborto e outras questões éticas surgiram com força. Que se coloquem as ideias com clareza, sem demonizar ou canonizar ninguém. E que o eleitor, sendo cristão e inteligente, vote com honestidade, diante de Deus e de sua consciência.

sexta-feira, outubro 08, 2010

COMO É BONITA UMA RELIGIÃO QUE VENERA A MÃE DE JESUS!

Meus queridos irmãos e irmãs em Cristo, Paz e Bem! Salve Maria Imaculada.
O mês de outubro além de ser o mês dedicado as missões, ao Santo Rosário nos traz a alegria em especial para todos nós brasileiros e brasileiras a celebração no dia 12 de outubro a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira desse nosso imenso Brasil.
Como nos diz a história na segunda quinzena de outubro de 1717, os três simples homens pescadores, a saber: Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, quando lançaram a sua rede de pesca nas águas do Rio Paraíba no município de Aparecida no Estado de São Paulo, mais precisamente no Porto de Itaguassu apareceu a grande e feliz surpresa daquela pesca milagrosa, encontraram a pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Que surpresa transformadora meus caros irmãos e irmãs para aqueles três pescadores do Vale do Paraíba, que pescaria feliz poder trazer naquela rede, pela força de suas mãos a humilde imagem da Virgem de Aparecida. Logo que a encontraram, o pescador Felipe Pedroso levou-a para o seu lar, ficando consigo até 1732, depois  a entregou para o seu filho Atanásio Pedroso que com devoção e fé construiu com muito carinho um pequeno oratório e lá colocou a imagem de Nossa Senhora Aparecida permanecendo ali até 1743.
Conta-se que a cada  final de semana, especialemente aos sábados toda a vizinhança se encontrava justamente no pequeno oratório para louvar a Mária rezando e meditando os mistérios do Santo Terço. Não demorou muito para os primeiros milagres por intercessão da Virgem aparecer e aí como a se espalhar a devoção a Nossa Senhora com o nome dado pelo povo de Nossa Senhora Aparecida.
No dia 26 de julho de 1745 foi então inaugurada a primeira Capela em homenagem a Virgem de Aparecida, mas como o fluxo de pessoas crescia a cada ano e capela se tornava cada vez pequena para os devotos e devotas de Nossa Senhora, foi iniciada em 1842 a construção de um templo maior tendo assim melhores condições para acolher os romeiros e romeiras de todos os recantos do Brasil que lá chegavam, sendo inaugurado no dia 8 de dezembro de 1888.
Em 1893, Sua Excelência Reverendíssima, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, bispo diocesano de São Paulo, elevou-o à dignidade de Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Outra fato marcante aconteceu no dia 8 de setembro de 1904, quando por ordem do Sumo Pontífice o Papa Pio X, a pequena imagem milagrosa de Nossa Senhora Aparecida foi solenemente coroada, e no dia 29 de abril de 1908 o Santuário de Nossa Senhora recebeu o títítulo de Basílica menor.
Foi o suadoso Papa Pio XI que  no dia 16 de julho de 1930, declarou e proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com o objetivo de "promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus". Já no dia 05 de março de 1967 o Papa Paulo VI ofereceu de presente uma Rosa de Ouro para a Basílica de Aparecida onde está guardada junto a imagem de Nossa Senhora Aparecida.  No ano de 1952 foram iniciadas as obras de construção da Nova Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sendo dedicada pelo saudoso Papa João Paulo II no dia 04 de julho de 1980.
Que beleza meus queridos irmãos e irmãs ter Maria Santissíma como Nossa Mãe, Rainha e Padroeira do nosso querido Brasil. Como é bonita uma religião que louva, venera,ama e sabe dar a Maria o lugar de Mãe Santissíma que ela merece em nossas vidas. Como não louvar  e não nos aproximarmos desta mulher e Mãe, Ela que foi a escolhida de Deus para nos trazer o Salvador Jesus, Ela que no canto do Magnificat cantou a grandeza de Deus," o Poderoso que realizou maravilhas em sua vida".
Continuemos meus queirdos irmãos e irmãs na fileira daqueles que compreendem o Amor da Mãe de Deus por nós e nos coloquemos de joelhos aos vossos pés pedindo por todos os seus filhos rebeldes que se esquecem ou se esqueceram da Mãe de Deus e Nossa. Viva Nossa Senhora Aparecida, Viva o nosso querido Brasil!!!!!!!!!
Meu Fraternal abraço, Pe. Paulo Lima- Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Arquidiocese de Aracaju