quarta-feira, julho 30, 2014

A mensagem do Santo Padre para o IV encontro da PASCOM: "mundo digital é campo fundamental da nova saída missionária"






“É necessário que no mundo digital o anúncio do Evangelho seja seguido pela oferta de um encontro pessoal com Cristo, um encontro real e transformador”. Foi o que auspiciou o Papa Francisco na mensagem – assinada pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin - aos participantes do IV Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (PASCOM) e do 2º Seminário Nacional de Jovens Comunicadores, realizado em Aparecida desde o dia 24 de julho. O tema de reflexão ao longo do encontro é "Comunicação, desafios e possibilidades para evangelizar na era da cultura digital”.

O objetivo dos trabalhos dos dois encontros – a serem concluídos no próximo domingo, 27 – é a pesquisa de novos caminhos para formar e motivar os agentes da pastoral das comunicações no Brasil. O encontro – do qual participam bispos, sacerdotes, religiosos e leigos comprometidos no setor – realiza-se no aniversário da visita do Papa Francisco ao Brasil por ocasião da JMJ.

A experiência vivida no Rio de Janeiro inspirou a mensagem do Papa quando – ao citar a homilia da Missa celebrada em 27 de julho na Catedral do Rio de Janeiro – exortou a “não permanecermos fechados na paróquia, nas nossas comunidades, na nossa instituição paroquial ou na nossa instituição diocesana, quando tantas pessoas estão na espera do Evangelho! Sair enviados. Não é simplesmente abrir a porta para que venham, para colher, mas é sair pela porta para buscar e encontrar!”.

Um convite para “sair”, também dirigido ao mundo digital. “Nenhum caminho pode, nem deve, ser obstruído – explica a este propósito a mensagem – a quem, em nome de Cristo Ressuscitado, se empenha em tornar-se sempre mais solidário com o homem. Com o Evangelho na mão e no coração, é necessário reafirmar que é tempo de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descuidando de dirigir uma atenção especial a quem ainda vive em uma fase de busca”.

“De fato – prossegue a mensagem - uma pastoral no mundo digital é chamada a levar em consideração também aqueles que não crêem, caíram no desespero e cultivam no coração o desejo do absoluto e da verdade não efêmero, dado que as novas mídias permitem entrar em contato com seguidores de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas”.

“Por isto, em tal contexto, os canais digitais são um campo fundamental na nova “saída” missionária”, afirma o Papa Francisco na Evangelii gaudium (n. 20), à qual – sublinha – todos somos chamados”. Neste sentido, exorta os agentes da pastoral da comunicação “a unirem-se, com confiança e com criatividade consciente e responsável, à rede de relações que a era digital tornou possível”.

O Pontífice indica aos comunicadores brasileiros também as modalidades concretas para fazer isto: de um lado, fornecendo os meios necessários para aprender a linguagem particular deste ‘aerópago’, e de outro reconhecendo “o primado da pessoa”. “Sem esquecer – conclui o Bispo de Roma - que o continente digital, antes de ser uma mera realidade tecnológica, é antes de tudo um lugar de encontro entre homens e mulheres, cujas aspirações e desafios não são virtuais, mas reais, e tem necessidade de uma resposta concreta”.


Fonte: Rádio Vaticano
Local: Cidade do Vaticano

sexta-feira, julho 18, 2014

REGIONAL NORDESTE 3 PROMOVERÁ ENCONTRO DA PASTORAL DA COMUNICAÇÃO


O Encontro será realizado nos dias 19/20 e 21 de Setembro de 2014
Salvador- Bahia

ESTOU DE VOLTA!







Ademais, irmãos, fiquem alegres. Procurem a perfeição e animem-se. Tenham os mesmos sentimentos, vivam na Paz e o Deus do amor e da paz estará com vocês. 2Cor 13,11
Caros internautas, leitores e visitadores do meu humilde bloguer, Paz em Cristo! 
Depois de alguns meses sem compartilhar com vocês nenhum tipo de  publicação devido um problema de redefinição de senha, graças a Deus, a partir  de hoje estou de volta para interagir com vocês aqui nesse importante espaço midiático. Um grande abraço e muita paz pra todos! Deus vos abençoe e vos guarde. 
Pe. Paulo Lima
Sacerdote Diocesano, Especialista em Comunicação e Mídia Digital

sexta-feira, novembro 08, 2013

ACOLHIMENTO NÃO É MARKETING - Pe. Paulo Lima



Caros internautas, Paz em Cristo! Este mês de novembro estaremos celebrando junto a com toda a Igreja Universal o encerramento do Ano da Fé no dia 24 de novembro pelo Papa Francisco em Roma durante a Solenidade de Cristo Rei.
Foi sem dúvida uma experiência grandiosa para toda Igreja a Proclamação de um ano dedicado a Fé Cristã, através da Carta de Promulgação do Ano da Fé, intitulada Porta Fidei de Bento XVI que nos motivou a ir ao encontro de uma fé enraizada na Pessoa de Jesus, na verdade o Papa nos convida a redescobrir o valor da fé cristã no mundo onde secularismo avança é preciso não perder o referencial e permanecer com os olhos fixos em Jesus e fazer dele o centro da nossa fé.
Falando agora sobre o nosso artigo deste mês, gostaria de partilhar um pouco sobre o verdadeiro sentido do acolhimento cristão, logo quero dizer que acolhimento não é marketing, ou seja o acolhimento do cristão tem que ser verdadeiro, nossos relacionamentos deve ser autênticos, sincero e agradável, lembremos o que nos diz São Paulo:  O  amor de vocês seja sem hipocrisia,(Cf. Rm 12,9).
Acolher não é uma atitude simples, mesmo que aparentemente possa parecer, mas acolher requer dedicação, compromisso com o outro, amor. Diferentemente do marketing que na maioria das vezes as pessoas são como que usadas, atraídas para um determinado produto e pessoas não são produtos, mas sim o nosso próximo, nossos irmãos e irmãs em Cristo Jesus.
Sejamos caríssimos leitores, verdadeiros acolhedores e veremos que valerá a pena, fará um bem para si e para os outros e concerteza alegrará os nossos corações. Fiquem com Deus! 

quarta-feira, setembro 25, 2013


Oração a Nossa Senhora da Agonia


Ó Maria, Rainha dos Mártires, SENHORA DA AGONIA,Vós que permanecestes de pé junto à Cruz de Vosso Divino Filho JESUS e, às Suas palavras:
- “Mulher, eis o Teu filho”- “Filho, eis Tua Mãe”, - tornastes-Vos nossa MÃE; acolhei, com bondade, nossa prece filial.
Ó Senhora da Agonia, assim como o discípulo acolheu-Vos em sua casa, também nós queremos abrir-Vos as portas de nossos corações, de nossos lares, CONSAGRANDO-VOS toda a nossa vida: passada, presente e futura.
Exercei, pois, Vossa função de Mãe, ensinando-nos a viver, em todos os momentos, a vontade de Deus, levando-nos, assim, a imitar o Vosso SIM de Nazaré, que culminou com o SIM do Calvário.
Vinde, ó Mãe, em socorro de nossas angústias, não permitindo que nos desviemos do caminho do bem, da verdade, do amor!
Conduzi nossas vidas ao porto seguro da salvação, que é JESUS!
Ousando somar nossas agonias às Vossas, diante desta dificuldade... (dizer o pedido), recorremos à Vossa maternal proteção, com a confiança de que não ficaremos decepcionados em nossas súplicas. Amém.

Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós!

O Sentido do Título

Pode-se acreditar que a devoção à “Nossa Senhora da Agonia” está estreitamente ligada ao poema que Jacopone de Todi dedicou à Mãe de Jesus, na sua agonia aliada à agonia de Cristo na Cruz.

Agonia, no seu sentido primitivo, significa aquela luta angustiante entre os gladiadores, diante da multidão ululante, sedenta de sangue.

A vitória de um deles era a garantia da vida, que estava em jogo, numa luta, sem quartel, onde a morte de um seria a sobrevivência e a vitória do outro.

Daí, a extensão do seu sentido à luta do moribundo contra a morte eminente, indo mais além, à angústia diante do sofrimento, que parece não ser possível de ser superado.

Jacopone de Todi, nascido em 1228, de família ilustre, se casou com uma mulher muito rica e viveu uma vida bastante mundana. Em 1268, repentinamente faleceu sua esposa e sua vida mudou inteiramente. Vendeu tudo o que tinha e deu aos pobres e tornou-se religioso, mas não chegou ao sacerdócio.

O amor divino tocou-lhe tanto o coração, que o fazia chorar constantemente: “Choro, dizia ele, porque este Amor não é amado!” E essa luta pelo amor de Deus, levou-o a lhe inspirar os mais belos poemas em louvor às dores da Virgem ao pé da Cruz, dores estas que ele mesmo sentia na luta para alcançar a paz e a salvação da sua alma.

“Stabat Mater Dolorosa” é um poema de 20 estrofes onde o autor canta a luta angustiante de Maria, diante do sofrimento, da luta e da morte de seu Filho Jesus, pela nossa salvação.

Por um homem, entrou a morte no mundo, por outro Homem, a morte e o pecado foram vencidos, numa luta ingente de agonia e de aparente fracasso de um Deus, que assumindo a condição humana, nessa arena do mundo perdido pelo pecado, salvou a humanidade.

As 6 primeiras estrofes ( as estrofes 1 a 4 e 7 e 8 do texto original) expõem a grande agonia de Maria, ao pé da cruz; as estrofes 5 e 6, no original são uma transição da dor da Mãe, para nós filhos. “Quis est homo qui non fleret...”(Pobre Mãe tão, desolada, ao vê-la assim transpassada, quem de dor não chorava?) “Quis non posset contristari...”(Quem não se contristaria, ao contemplar a Mãe de Cristo, ante a uma tal agonia?”) As 12 outras estrofes são uma fervorosa prece à Mãe das Dores: “Eia, Mater, fons amoris... (“Ó Mãe, fazei que compartilhe vossa dor e a do Vosso Filho, que me garanta, assim, uma feliz eternidade”).

Seria preciso insistir sobre a beleza desse poema tão comovente? Que evocação tão solene, nestas primeiras palavras: “Estava a Mãe dolorosa, junto à Cruz lacrimosa, diante do Filho que dela pendia”. É aquela Mãe, tão cheia de maravilhosa ternura! Ela, ao pé daquele instrumento de suplício, de onde pende o seu Filho, acabrunhada de dores, mantém-se firme de pé.

Há quem critique o epíteto “Dolorosa” e as lágrimas da Mãe. Ao contrário, há aqueles que criticam a palavra “Stabat”(estava de pé) e a atitude firme e enérgica da Virgem! Que pensar disso? Será que os primeiros quereriam uma Mãe, que, em semelhante circunstância, não sentisse na alma essa dor? Certamente não seria ela mais uma Mãe; não a compreenderíamos e jamais ela poderia ser para nós o modelo de quem sofre! E os segundos, será que estariam esquecidos de que, fortificada por uma graça especial e associada ao suplício de seu Divino Filho, a Virgem Maria, embora acabrunhada das mais acerbas dores, não poderia permanecer firme e corajosa?

Nem insensibilidade, nem fraqueza, nem firmeza, nem desmaio. Maria devia estar assim, “de pé” e “dolorosa”, para sua própria glória e para nosso ensinamento. Ao levar em conta o que ensina esse poema, é um mistério do nosso resgate, pelos sofrimentos de Jesus e de Maria, aos quais devemos nos associar com os nossos próprios sofrimentos.

Na monotonia dolente das palavras e da melodia, o autor toca as íntimas cordas da sensibilidade do nosso ser, levando-nos a ouvir a comovente queixa, apresentada de uma maneira ingênua e cativante, por meio de frases que expressam o drama mais agudo que o mundo já viu, despertando em nós emoção, compaixão e sacrifícios.

História da Paixão de Jesus e da Compaixão e Agonia da Virgem. História da Redenção: Falas e apelos expressos em estrofes monótonas que vão se escorrendo como lágrimas.

Canto ou prece que jamais haverá de cessar de comover e, ao mesmo tempo, de consolar, de fortificar e de elevar as almas, que na Sexta-feira santa e na Festa da Virgem das dores, revivem o drama do Calvário.

Nas duas últimas estrofes, o autor apela a Cristo e sua Mãe: que lhe dêem, a ele e a todos, a glória do Paraíso.

“Vindo, Ó Cristo, minha hora,

Pela Mãe, me venha agora

A palma da vitória”

“Quando o meu corpo deixar de viver,

Faze minh’alma receber a glória do paraíso. Amém! Aleluia!”

Assim a luta se finda e a vida triunfa!