quarta-feira, setembro 25, 2013


Oração a Nossa Senhora da Agonia


Ó Maria, Rainha dos Mártires, SENHORA DA AGONIA,Vós que permanecestes de pé junto à Cruz de Vosso Divino Filho JESUS e, às Suas palavras:
- “Mulher, eis o Teu filho”- “Filho, eis Tua Mãe”, - tornastes-Vos nossa MÃE; acolhei, com bondade, nossa prece filial.
Ó Senhora da Agonia, assim como o discípulo acolheu-Vos em sua casa, também nós queremos abrir-Vos as portas de nossos corações, de nossos lares, CONSAGRANDO-VOS toda a nossa vida: passada, presente e futura.
Exercei, pois, Vossa função de Mãe, ensinando-nos a viver, em todos os momentos, a vontade de Deus, levando-nos, assim, a imitar o Vosso SIM de Nazaré, que culminou com o SIM do Calvário.
Vinde, ó Mãe, em socorro de nossas angústias, não permitindo que nos desviemos do caminho do bem, da verdade, do amor!
Conduzi nossas vidas ao porto seguro da salvação, que é JESUS!
Ousando somar nossas agonias às Vossas, diante desta dificuldade... (dizer o pedido), recorremos à Vossa maternal proteção, com a confiança de que não ficaremos decepcionados em nossas súplicas. Amém.

Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós!

O Sentido do Título

Pode-se acreditar que a devoção à “Nossa Senhora da Agonia” está estreitamente ligada ao poema que Jacopone de Todi dedicou à Mãe de Jesus, na sua agonia aliada à agonia de Cristo na Cruz.

Agonia, no seu sentido primitivo, significa aquela luta angustiante entre os gladiadores, diante da multidão ululante, sedenta de sangue.

A vitória de um deles era a garantia da vida, que estava em jogo, numa luta, sem quartel, onde a morte de um seria a sobrevivência e a vitória do outro.

Daí, a extensão do seu sentido à luta do moribundo contra a morte eminente, indo mais além, à angústia diante do sofrimento, que parece não ser possível de ser superado.

Jacopone de Todi, nascido em 1228, de família ilustre, se casou com uma mulher muito rica e viveu uma vida bastante mundana. Em 1268, repentinamente faleceu sua esposa e sua vida mudou inteiramente. Vendeu tudo o que tinha e deu aos pobres e tornou-se religioso, mas não chegou ao sacerdócio.

O amor divino tocou-lhe tanto o coração, que o fazia chorar constantemente: “Choro, dizia ele, porque este Amor não é amado!” E essa luta pelo amor de Deus, levou-o a lhe inspirar os mais belos poemas em louvor às dores da Virgem ao pé da Cruz, dores estas que ele mesmo sentia na luta para alcançar a paz e a salvação da sua alma.

“Stabat Mater Dolorosa” é um poema de 20 estrofes onde o autor canta a luta angustiante de Maria, diante do sofrimento, da luta e da morte de seu Filho Jesus, pela nossa salvação.

Por um homem, entrou a morte no mundo, por outro Homem, a morte e o pecado foram vencidos, numa luta ingente de agonia e de aparente fracasso de um Deus, que assumindo a condição humana, nessa arena do mundo perdido pelo pecado, salvou a humanidade.

As 6 primeiras estrofes ( as estrofes 1 a 4 e 7 e 8 do texto original) expõem a grande agonia de Maria, ao pé da cruz; as estrofes 5 e 6, no original são uma transição da dor da Mãe, para nós filhos. “Quis est homo qui non fleret...”(Pobre Mãe tão, desolada, ao vê-la assim transpassada, quem de dor não chorava?) “Quis non posset contristari...”(Quem não se contristaria, ao contemplar a Mãe de Cristo, ante a uma tal agonia?”) As 12 outras estrofes são uma fervorosa prece à Mãe das Dores: “Eia, Mater, fons amoris... (“Ó Mãe, fazei que compartilhe vossa dor e a do Vosso Filho, que me garanta, assim, uma feliz eternidade”).

Seria preciso insistir sobre a beleza desse poema tão comovente? Que evocação tão solene, nestas primeiras palavras: “Estava a Mãe dolorosa, junto à Cruz lacrimosa, diante do Filho que dela pendia”. É aquela Mãe, tão cheia de maravilhosa ternura! Ela, ao pé daquele instrumento de suplício, de onde pende o seu Filho, acabrunhada de dores, mantém-se firme de pé.

Há quem critique o epíteto “Dolorosa” e as lágrimas da Mãe. Ao contrário, há aqueles que criticam a palavra “Stabat”(estava de pé) e a atitude firme e enérgica da Virgem! Que pensar disso? Será que os primeiros quereriam uma Mãe, que, em semelhante circunstância, não sentisse na alma essa dor? Certamente não seria ela mais uma Mãe; não a compreenderíamos e jamais ela poderia ser para nós o modelo de quem sofre! E os segundos, será que estariam esquecidos de que, fortificada por uma graça especial e associada ao suplício de seu Divino Filho, a Virgem Maria, embora acabrunhada das mais acerbas dores, não poderia permanecer firme e corajosa?

Nem insensibilidade, nem fraqueza, nem firmeza, nem desmaio. Maria devia estar assim, “de pé” e “dolorosa”, para sua própria glória e para nosso ensinamento. Ao levar em conta o que ensina esse poema, é um mistério do nosso resgate, pelos sofrimentos de Jesus e de Maria, aos quais devemos nos associar com os nossos próprios sofrimentos.

Na monotonia dolente das palavras e da melodia, o autor toca as íntimas cordas da sensibilidade do nosso ser, levando-nos a ouvir a comovente queixa, apresentada de uma maneira ingênua e cativante, por meio de frases que expressam o drama mais agudo que o mundo já viu, despertando em nós emoção, compaixão e sacrifícios.

História da Paixão de Jesus e da Compaixão e Agonia da Virgem. História da Redenção: Falas e apelos expressos em estrofes monótonas que vão se escorrendo como lágrimas.

Canto ou prece que jamais haverá de cessar de comover e, ao mesmo tempo, de consolar, de fortificar e de elevar as almas, que na Sexta-feira santa e na Festa da Virgem das dores, revivem o drama do Calvário.

Nas duas últimas estrofes, o autor apela a Cristo e sua Mãe: que lhe dêem, a ele e a todos, a glória do Paraíso.

“Vindo, Ó Cristo, minha hora,

Pela Mãe, me venha agora

A palma da vitória”

“Quando o meu corpo deixar de viver,

Faze minh’alma receber a glória do paraíso. Amém! Aleluia!”

Assim a luta se finda e a vida triunfa!


ASSISTA: PROGRAMA IGREJA E VOCÊ TODA QUARTA-FEIRA ÀS 17H AO VIVO - TV CANÇÃO NOVA DE ARACAJU CANAL 13



Toda quarta-feira um novo entrevistado é convidado, noticiais da Arquidiocese de Aracaju, momento de oração e a participação do telespectador ao vivo pelo telefone.

sexta-feira, junho 21, 2013

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO






CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO
E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
DECRETO
com o qual se acrescenta o nome de São José
nas Orações Eucarísticas II, III e IV do Missal Romano

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.
Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo PontíficeBento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.
Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".
Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as fórmulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução deverá ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.
Nada obste em contrário.
Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares LloveraPrefeito

 + Arthur RocheArcebispo Secretário



NOTA DOS BISPOS DE SERGIPE SOBRE AS MANIFESTAÇÕES NO BRASIL

   Nos últimos dias, o  nosso Brasil tem testemunhado manifestações históricas, que possuem um sentido positivo e louvável, já que exprimem o desejo do povo de expressar suas opiniões, seus descontentamentos e suas reivindicações. Isto é muito importante para a formação  da democracia e para a construção de uma sociedade mais participativa e justa. É belo e nos enche de esperança ver tantos jovens empenhados em participar da discussão sobre os problemas e desafios do País.
   
   No entanto, é preocupante que alguns se aproveitem desses eventos para praticar atos de violência e vandalismo, que desfiguram o objetivo legítimo dos protestos e denigrem a dignidade do povo brasileiro.
   
   Assim sendo, a Igreja em Sergipe exorta os seus filhos e pede cordialmente a todas as pessoas de boa vontade que desejem legítima e democraticamente tomar parte dos protestos, a que não pratiquem atos de violência, vandalismo ou provocação aos policiais encarregados constitucionalmente da manutenção da ordem pública. Somente assim este momento ímpar da história da nossa Pátria terá um sentido louvável e positivo e será efetivamente aprovado pela totalidade do povo brasileiro.

   Rogando ao Senhor Deus pela paz no nosso País e no nosso Estado de Sergipe, a todos abençoamos de coração.

Aracaju, 20 de junho de 2013


Dom José Palmeira Lessa
Dom Henrique Soares da Costa
Dom Mário Rino Sivieri
Dom Marco Eugênio Galrão Leite