sexta-feira, novembro 08, 2013

ACOLHIMENTO NÃO É MARKETING - Pe. Paulo Lima



Caros internautas, Paz em Cristo! Este mês de novembro estaremos celebrando junto a com toda a Igreja Universal o encerramento do Ano da Fé no dia 24 de novembro pelo Papa Francisco em Roma durante a Solenidade de Cristo Rei.
Foi sem dúvida uma experiência grandiosa para toda Igreja a Proclamação de um ano dedicado a Fé Cristã, através da Carta de Promulgação do Ano da Fé, intitulada Porta Fidei de Bento XVI que nos motivou a ir ao encontro de uma fé enraizada na Pessoa de Jesus, na verdade o Papa nos convida a redescobrir o valor da fé cristã no mundo onde secularismo avança é preciso não perder o referencial e permanecer com os olhos fixos em Jesus e fazer dele o centro da nossa fé.
Falando agora sobre o nosso artigo deste mês, gostaria de partilhar um pouco sobre o verdadeiro sentido do acolhimento cristão, logo quero dizer que acolhimento não é marketing, ou seja o acolhimento do cristão tem que ser verdadeiro, nossos relacionamentos deve ser autênticos, sincero e agradável, lembremos o que nos diz São Paulo:  O  amor de vocês seja sem hipocrisia,(Cf. Rm 12,9).
Acolher não é uma atitude simples, mesmo que aparentemente possa parecer, mas acolher requer dedicação, compromisso com o outro, amor. Diferentemente do marketing que na maioria das vezes as pessoas são como que usadas, atraídas para um determinado produto e pessoas não são produtos, mas sim o nosso próximo, nossos irmãos e irmãs em Cristo Jesus.
Sejamos caríssimos leitores, verdadeiros acolhedores e veremos que valerá a pena, fará um bem para si e para os outros e concerteza alegrará os nossos corações. Fiquem com Deus! 

quarta-feira, setembro 25, 2013


Oração a Nossa Senhora da Agonia


Ó Maria, Rainha dos Mártires, SENHORA DA AGONIA,Vós que permanecestes de pé junto à Cruz de Vosso Divino Filho JESUS e, às Suas palavras:
- “Mulher, eis o Teu filho”- “Filho, eis Tua Mãe”, - tornastes-Vos nossa MÃE; acolhei, com bondade, nossa prece filial.
Ó Senhora da Agonia, assim como o discípulo acolheu-Vos em sua casa, também nós queremos abrir-Vos as portas de nossos corações, de nossos lares, CONSAGRANDO-VOS toda a nossa vida: passada, presente e futura.
Exercei, pois, Vossa função de Mãe, ensinando-nos a viver, em todos os momentos, a vontade de Deus, levando-nos, assim, a imitar o Vosso SIM de Nazaré, que culminou com o SIM do Calvário.
Vinde, ó Mãe, em socorro de nossas angústias, não permitindo que nos desviemos do caminho do bem, da verdade, do amor!
Conduzi nossas vidas ao porto seguro da salvação, que é JESUS!
Ousando somar nossas agonias às Vossas, diante desta dificuldade... (dizer o pedido), recorremos à Vossa maternal proteção, com a confiança de que não ficaremos decepcionados em nossas súplicas. Amém.

Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós!

O Sentido do Título

Pode-se acreditar que a devoção à “Nossa Senhora da Agonia” está estreitamente ligada ao poema que Jacopone de Todi dedicou à Mãe de Jesus, na sua agonia aliada à agonia de Cristo na Cruz.

Agonia, no seu sentido primitivo, significa aquela luta angustiante entre os gladiadores, diante da multidão ululante, sedenta de sangue.

A vitória de um deles era a garantia da vida, que estava em jogo, numa luta, sem quartel, onde a morte de um seria a sobrevivência e a vitória do outro.

Daí, a extensão do seu sentido à luta do moribundo contra a morte eminente, indo mais além, à angústia diante do sofrimento, que parece não ser possível de ser superado.

Jacopone de Todi, nascido em 1228, de família ilustre, se casou com uma mulher muito rica e viveu uma vida bastante mundana. Em 1268, repentinamente faleceu sua esposa e sua vida mudou inteiramente. Vendeu tudo o que tinha e deu aos pobres e tornou-se religioso, mas não chegou ao sacerdócio.

O amor divino tocou-lhe tanto o coração, que o fazia chorar constantemente: “Choro, dizia ele, porque este Amor não é amado!” E essa luta pelo amor de Deus, levou-o a lhe inspirar os mais belos poemas em louvor às dores da Virgem ao pé da Cruz, dores estas que ele mesmo sentia na luta para alcançar a paz e a salvação da sua alma.

“Stabat Mater Dolorosa” é um poema de 20 estrofes onde o autor canta a luta angustiante de Maria, diante do sofrimento, da luta e da morte de seu Filho Jesus, pela nossa salvação.

Por um homem, entrou a morte no mundo, por outro Homem, a morte e o pecado foram vencidos, numa luta ingente de agonia e de aparente fracasso de um Deus, que assumindo a condição humana, nessa arena do mundo perdido pelo pecado, salvou a humanidade.

As 6 primeiras estrofes ( as estrofes 1 a 4 e 7 e 8 do texto original) expõem a grande agonia de Maria, ao pé da cruz; as estrofes 5 e 6, no original são uma transição da dor da Mãe, para nós filhos. “Quis est homo qui non fleret...”(Pobre Mãe tão, desolada, ao vê-la assim transpassada, quem de dor não chorava?) “Quis non posset contristari...”(Quem não se contristaria, ao contemplar a Mãe de Cristo, ante a uma tal agonia?”) As 12 outras estrofes são uma fervorosa prece à Mãe das Dores: “Eia, Mater, fons amoris... (“Ó Mãe, fazei que compartilhe vossa dor e a do Vosso Filho, que me garanta, assim, uma feliz eternidade”).

Seria preciso insistir sobre a beleza desse poema tão comovente? Que evocação tão solene, nestas primeiras palavras: “Estava a Mãe dolorosa, junto à Cruz lacrimosa, diante do Filho que dela pendia”. É aquela Mãe, tão cheia de maravilhosa ternura! Ela, ao pé daquele instrumento de suplício, de onde pende o seu Filho, acabrunhada de dores, mantém-se firme de pé.

Há quem critique o epíteto “Dolorosa” e as lágrimas da Mãe. Ao contrário, há aqueles que criticam a palavra “Stabat”(estava de pé) e a atitude firme e enérgica da Virgem! Que pensar disso? Será que os primeiros quereriam uma Mãe, que, em semelhante circunstância, não sentisse na alma essa dor? Certamente não seria ela mais uma Mãe; não a compreenderíamos e jamais ela poderia ser para nós o modelo de quem sofre! E os segundos, será que estariam esquecidos de que, fortificada por uma graça especial e associada ao suplício de seu Divino Filho, a Virgem Maria, embora acabrunhada das mais acerbas dores, não poderia permanecer firme e corajosa?

Nem insensibilidade, nem fraqueza, nem firmeza, nem desmaio. Maria devia estar assim, “de pé” e “dolorosa”, para sua própria glória e para nosso ensinamento. Ao levar em conta o que ensina esse poema, é um mistério do nosso resgate, pelos sofrimentos de Jesus e de Maria, aos quais devemos nos associar com os nossos próprios sofrimentos.

Na monotonia dolente das palavras e da melodia, o autor toca as íntimas cordas da sensibilidade do nosso ser, levando-nos a ouvir a comovente queixa, apresentada de uma maneira ingênua e cativante, por meio de frases que expressam o drama mais agudo que o mundo já viu, despertando em nós emoção, compaixão e sacrifícios.

História da Paixão de Jesus e da Compaixão e Agonia da Virgem. História da Redenção: Falas e apelos expressos em estrofes monótonas que vão se escorrendo como lágrimas.

Canto ou prece que jamais haverá de cessar de comover e, ao mesmo tempo, de consolar, de fortificar e de elevar as almas, que na Sexta-feira santa e na Festa da Virgem das dores, revivem o drama do Calvário.

Nas duas últimas estrofes, o autor apela a Cristo e sua Mãe: que lhe dêem, a ele e a todos, a glória do Paraíso.

“Vindo, Ó Cristo, minha hora,

Pela Mãe, me venha agora

A palma da vitória”

“Quando o meu corpo deixar de viver,

Faze minh’alma receber a glória do paraíso. Amém! Aleluia!”

Assim a luta se finda e a vida triunfa!


ASSISTA: PROGRAMA IGREJA E VOCÊ TODA QUARTA-FEIRA ÀS 17H AO VIVO - TV CANÇÃO NOVA DE ARACAJU CANAL 13



Toda quarta-feira um novo entrevistado é convidado, noticiais da Arquidiocese de Aracaju, momento de oração e a participação do telespectador ao vivo pelo telefone.

sexta-feira, junho 21, 2013

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO






CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO
E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
DECRETO
com o qual se acrescenta o nome de São José
nas Orações Eucarísticas II, III e IV do Missal Romano

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.
Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo PontíficeBento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.
Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".
Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as fórmulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução deverá ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.
Nada obste em contrário.
Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares LloveraPrefeito

 + Arthur RocheArcebispo Secretário